segunda-feira, 7 de julho de 2008

DERROTA ÚTIL


Marcelinho Huertas / Foto: CBB

Apesar da derrota (72-65) para a Grécia, foi bem animadora a estréia da seleção brasileira no Torneio de Acrópolis. A grande diferença tática sob o comando do Moncho Monsalve é visível, assim como o esforço elogiável dos jogadores para enquadrar o time num esquema ofensivo mais equilibrado. Na defesa, ainda ficamos devendo um bocado, principalmente no primeiro tempo, quando a frágil marcação de perímetro lembrou os piores momentos da Era Lula. Para se ter uma idéia, antes do intervalo, os gregos já tinham metido nove bolas de três em 12 tentativas. No Pré, isso pode ser fatal.

No terceiro quarto, a seleção reagiu com a ajuda dos reservas e virou o placar. Aí vale destacar o ala-pivô Ricardo Probst, que teve atuação segura – aos 32 anos, ele vai ser uma peça importante na campanha - especialmente contra os alemães.

Tiago Splitter / Foto: CBBNo último período, Moncho fez uma opção polêmica e deixou os titulares no banco. O técnico foi com o quinteto secundário até o fim, e isso nos custou o resultado. A Grécia aproveitou a falta de experiência internacional de alguns atletas e abriu sete pontos na reta final. Mas a justificativa do espanhol faz sentido: este era mesmo o melhor momento para botar os garotos na roubada. Com pouco tempo até o Pré, é preciso crescer na marra. Tomara que aqueles 10 minutos finais contra os atuais vice-campeões mundiais tenham dado a Fúlvio, Duda, Tavernari e Baby um pouquinho mais de confiança.

Na terça-feira, o adversário é a Croácia, possível adversário nas semifinais. Mais um teste em que o resultado não importa tanto. Em todo caso, ganhar não fará nenhum mal - exceto aos croatas.

12 comentários:

Alexandre Estefan disse...

Gostei do time, mostrou consistência e podemos sonhar com a classificação, mas assim como o resultado não valia de nada para nós.. para os gregos também não, acredito que o nível de jogo deles vai subir até o Pré, assim como do nosso time.
Ricardo Probst demonstrou o pq muita gente o pedia a tempos na era Lula, sempre era um dos melhores jogadores do Nacional e nunca tinha chance na seleção, não vai desequilibrar, mas é uma boa opção.

cesar disse...

alexandre, eu acho q importa um poko sim pra grecia, pq eles naum devem kerer perder um torneio em casa neh, or mais q seja amistoso... tanto q nu final do jogo, botaram os titulares contra os reservas do brasil, qnd a coisa apertou

´leo aracaju disse...

Gostei do Moncho ter deixado o time reserva no último quarto.

Jogadores são testados realmente em momento decisivos. E isso foi uma experiência boa para o pessoal que é acostumado a jogar no nosso nacional.

Acho que o pré é imprevisível. Pode acontecer tudo.

Edu Mazza disse...

Não acho que os gregos jogaram tudo o que podiam, mas a atuação da seleção da amarelinha me encheu de esperança.

Ok, os gregos estão desfalcados e também devem estar usando o quadrangular pra testar algumas opções do banco e pra "azeitar" o sistema de jogo, mas o placar dos dois times titulares em quadra foi similar, o que é muito positivo pra nós - empatar com um time do calibre desse time da Grécia é bem legal.

Pontos positivos do Brasil:

Huertas - sólido na armação, com uma bela visão de jogo e sempre uma excelente opção de ataque, o cara é uma "tripla ameaça" (alguém lembra daquele comercial do Detlef Schrempf? Rsrs....). Quando sai de quadra o Brasil perde bastante, o que mostra que ele é chave no sistema do Moncho. Vamos ver se o Fulvio cresce nesses próximos jogos.

Splitter - Besteira encher a bola do cara, ele hoje é o melhor do Brasil na posição e está rapidamente se tornando um dos melhores do mundo. Sem exagero. Mas precisa trabalhar nos lances livres.

Machado - quando é pra tacar pedra, eu sou o primeiro, mas tem que ser cego pra não ver que ele é chave no esquema do Moncho tmbém. Está jogando com inteligência, fazendo escolhas certas dentro da quadra e é experiente, o que ajuda na hora do aperto. Precisa se empenhar um pouquinho mais na defesa, porque é mais fraco fisicamente que os "3" que vai marcar.

Ricardo - grata surpresa a nível internacional - aqui em casa ele resolve e pronto. Precisa prestar mais atenção no rebote (calma, já explico porque....) e na defesa de jogadores mais altos. Sobre o rebote - por ter uma leitura melhor que a dos pivôs de profissão, ele normalmente larga seu marcador pra antecipar seu posicionamento. Isso dá certo num garrafão que não tem 2 ou 3 caras de mais de 2,10m, mas nesse nível de jogo quanto mais bloqueios de rebote melhor.

Moncho - mostrou pra quê veio, na minha opinião. Reestruturou esse time em pouco tempo, montou um padrão de jogo "europeu" (que ainda tem apagões, mas a evolução é visível) e soube aproveitar o que lhe foi dado. E o que mais me surpreendeu: não deu uma brasileirada no final do jogo ("Temos que ganhar, então bota os titulares!!"), e soube ver a longo prazo - coisa que nós brasileiros costumamos esquecer de fazer. Por deixar os reservas na quadra, ele os colocou num momento de decisão real, e isso gera maturidade "na marra" - acho até que alguém já comentou isso por aqui. Ponto pro espanhol, que pelo jeito sabe programar seu trabalho muito bem.

E pra frente Brasil, que agora a luz no fim do túnel não é um trem!

Edu Mazza disse...

E o leo postou enquanto eu escrevia - pelo jeito vimos o mesmo jogo!

Abraços

Anônimo disse...

Moncho é um técnico muito experiente e inteligente... Vai ser uma pena ele deixar o Brasil logo após o pré-olímpico...

Eduardo disse...

Achei que o time apresentou evolução porém não me encheu de esperanças (pelo menos ainda). O Brasil apresentou muitos erros infantis embaixo da cesta (JP e Baby foram muito mal) e o problema ali é que as afobações pioram de acordo com o distanciamento de pontos do Brasil no placar.
A presença dos reservas em quadra no terceiro quadro foi alentadora, vamos ver como será contra a Croácia.

Renzo disse...

Infelizmente não deu para ver o jogo.
Horário ingrato.
Desde os amistosos com a Venezuela, o Probst vem entrando mais "ligado" do que o Batista.

Queria saber da galera que viu o jogo o que acharam do Baby.
Melhorou um pouco ou continua mais atabalhoado que o SHREK?
hehehehe
Precisamos que ele evolua. É um cara muito forte fisicamente e pode incomodar os adversários.
Precisa segurar melhor a bola e se afobar menos, sobretudo quando recebe assistências rápidas e imprevisíveis.
Ou seja: é o nosso Kwame Brown.
hehehehhehe
Estamos na torcida!

Luiz disse...

É ISSO AÍ...
MONCHO DE PARABÉNS. ELE NÃO PODE ENTRAR EM QUADRA PARA FAZER OS 8 OU 10 PONTOS PERDIDOS POR JP BATISTA. ESSE JOGADOR ESTÁ COM DEPRESSÃO? O RICARDO NÃO ESTÁ, NÃO.
FOI ENTRANDO E AS COISAS JA FORAM ACONTECENDO. ALÉM DE MUITO REBOTEIRO, TEM MÃO DE MATADOR. SEI NÃO , HEIN SEU MONCHO.... O RICARDO SÓ PRECISA CONTER AS FALTAS. E O MURILO? E O FÚLVIO?
COM OLHEIROS ASSISTINDO AS JOGADAS E A LEITURA DE JOGO DO HUERTAS, NÃO VAI DEMORAR A SUA IDA PARA A NBA (NÃO VÁ ROER A CÓRDA COMO AQUELES NOSSOS "MALAS", HEIN, CARA...)
É ISSO AÍ...FAÇAM UMA REZA FÓRTE NO JP HÊHÊ E CANTEM PRA ENTIDADE SUBIR

cibele disse...

Baby atabalhoado que nem o Shrek, e JP ligado no maracujá haha

O JP errou uns lances debaixo da cesta que não dá pra entender. Já to rezando por ele, luiz. Se cornetar não adianta, vamos ver se rezar resolve haha

anderson disse...

achei animador ,mas a defesa me incomoda muito ,tem momentos que chega ser irritante.
mas ta valendo.

leo aracaju disse...

o Baby foi bem na defesa nos momentos do jogo que assisti. Mas no ataque tem certa dificuldade.

Precisam bolar um jeito dele so pegar na bola quando só estiver muito próximo a cesta. Na boca do garrafão não é muito legal passar a bola pra ele.

E o JP precisa jogar com mais vontade. TEM QUE ATACAR A CESTA!!!

Enquanto no Baby sobra vopntade e falta um pouico de técncia, no JP existe certa técncia mas falta mais decisão nas jogadas. Ele precisa tomar um choque elétrico para a cordar. E pelo jeiot esse é o estilo dele mesmo. No PAN e no outro Pré foi a mesma coisa.