sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A DINASTIA DE OURINHOS




A torcida de Americana fez sua festa de novo, mas desta vez não adiantou. Ourinhos, para variar, abriu vantagem várias vezes e a deixou evaporar outras tantas, mas deu um jeito de garantir a vitória por 71-66 na noite de sexta-feira. Com 3-1 na série decisiva, a equipe levanta o quinto título nacional seguido e consolida
a sua dinastia no basquete feminino brasileiro. Na jornada do penta, foram três técnicos (Urubatan herdou o cargo que já foi de Bassul e Vendramini), mas a formação do elenco mantém a mesmíssima fórmula dos últimos anos: reunir o máximo possível de talento, ainda que isso signifique gastar uma boa grana.

São cinco jogadoras da seleção (Micaela, Êga, Mamá, Karen e Chuca), uma que já passou por lá (Tati), pelo menos duas com
o direito de sonhar (Gattei e Bethânia) e, de quebra, um par de cubanas de alta qualidade (Lisdeivi, que se lesionou e não pôde disputar o Nacional, e Ariadna, que poderia ter rendido mais).



É claro que, desta forma, o campeonato fica desequilibrado. É claro que, para o basquete feminino brasileiro, seria melhor se tivéssemos mais equipes competitivas. É claro que, se a CBB bancasse os salários das selecionáveis e as espalhasse por outros clubes, o cenário seria bem mais agradável de se ver.

Mas Ourinhos não tem nada com isso. Com seus erros e acertos, seja pelos recursos do clube ou pelo mecenas da cidade, o investimento por lá não é só moda. São cinco anos no topo.

Depois que a guerreira Laís Elena (foto), de Santo André, criticou a concentração de talentos em uma só equipe, vi muita gente tratando Ourinhos como se fosse o vilão da bola laranja, o time que rouba todos os talentos, que só pensa no umbigo, o campeão egoísta.

Não é nada disso.

Vilão é o estado em que a modalidade se encontra hoje, com estrutura longe do ideal, viagens intermináveis de ônibus, elencos sucateados. Tudo isso ainda expulsa muitas jogadoras - imaginem como o nível da competição subiria se contássemos com Franciele, Natália, Adrianinha, Claudinha, Iziane, Fernanda Beling, Érika, Alessandra, Grazi, Kelly, Helen.

Enquanto não tivermos um cenário forte e atraente, vamos continuar dependendo de investimentos isolados. E ainda bem que, mesmo diante de tantos problemas, nossos times não desistem. Está aí a turma de Americana, que montou um elenco competitivo - Karla está muito acima da média, Karina e Carina são ótimas jogadoras. E está aí Ourinhos, que embolsou mais um troféu. Parabéns para as meninas pentacampeãs.

7 comentários:

Anônimo disse...

a (no mínimo)arrogante dona branca, deveria ser mais respeitosa ao referir-se à equipe de ourinhos como: "o dinheiro que essa equipe gasta, dá para pagar duas vezes meu time" na sua entrevista com a tv.
o que ela não ve(ou não consegue digerir) é que a equipe de ours é penta campeã em cima de america que havia furado o bolo...
parabéns dona branca!
e lembre-se que a senhora já passou por solo ourinhense, e que seu salário saiu do mesmo lugar de onde saem todos milhões para pagar "ESSA EQUIPE"

PARABÉNS OURINHOS! (MAIS UMA VEZ!)

Anônimo disse...

Parabens à todos...e nessa ultima partida destaque principalmente para as atuações de Mamá e Micaela...
Em relação a Ariadna, ela "rendeu" bastante no momento em que as meninas da seleção estavam Pequim,acho que o "problema" é que simplesemte há um excesso de alas de alto nivel.
Realmente a cidade investe bastante , há um publico fiel , mas infelizemnte , devido aos motivos ja expostos nesse site, o campeonato, o basquete feminino em si não é valorizado, e isso se reflete na midia, que pouca cobertura dá há ume vento importante como uma final nacional..
De qualquer forma, quero deixar os parabens ao time de Ourinhos e também ao tecnico que tem sido muito criticado,mas que conseguiu segurar a onda nos momentos dificies(mesmo considerando a qualidade da equipe)...

FIZERAM A OBRIGAÇÃO disse...

Ah, Ourinhos pode ter jogadoras de seleção, mas elas formaram um TIME BEM FRACO. Ganhou porque faltou experiência de Americana, que não tinha reservas que mantinham a qualidade do jogo, etc.

A ÊGA fazia papel de tonta, às vezes. Reclamava tanto que dava vontade de falar "joga mais e fala menos, mulher"! A MICAELA erra bolas embaixo da cesta a toda hora... Fora que na defesa faz faltas bem bobas. A KAREN nem convence como jogadora de seleção. E sempre se espera um pouco mais da CHUCA. A única que se salva é a MAMÁ.

Agora o que é aquela DANILA, um potencial enorme, nem entrar nas partidas? É triste ver isso. O mesmo acontecia com a Ísis quando jogava em Ourinhos. Concordo com a Branca, com a Laís... A diferença de investimento foi muita e o campeonato ficou chato. E isso prejudica o basquete brasileiro. Atitudes devem ser tomadas...

No mais, a equipe de Americana empolgou. Parabéns para elas, que mesmo jogando contra uma seleção, lutaram até o final. Espero que a Renatinha e a Karina Jacob evoluam muito. Potencial elas têm!

Anônimo disse...

é simples. NÓS temos, NÓS investimos, e NÓS ganhamos.
VOCÊS não têm, VOCÊS investem, VOCÊS chupam o dedo e ainda morrem de inveja! né?

Anônimo disse...

vocês NÃO ivestem*

Anônimo disse...

Americana investe sim! E apesar de todas as dificuldades conseguiu grandes feitos. Vice campeãs com orgulho, a única equipe que venceu Ourinhos e, além disso grandes revelação que vão dar o que falar.

Se Americana não superou Ourinhos essa temporada vai superar nas próximas! Aguardem...

Parabéns Americana. É assim mesmo, investimento em categoria de base e um bom time no principal que vamos longe!!

Estamos de volta!!!

Anônimo disse...

Torcedores de Ourinhos, VOCÊS são uns babacas!!