sábado, 13 de dezembro de 2008

E TOME CHUTE DE TRÊS...




Às vezes me pego pensando como seria uma partida de basquete hoje no Brasil se a querida linha de três pontos simplesmente sumisse. Acho que muitos atletas entrariam em parafuso. O jogo 2 da decisão do Nacional feminino, neste sábado, foi exemplar. Só no primeiro quarto, Ourinhos chutou 11 vezes de três. O basquete fica tão mais bonito quando se faz o que Americana fez durante o período inicial, trabalhando a bola com calma, trocando passes, escolhendo a hora certa de definir. Resultado: venceu a parcial por 27-20.

Ao todo, a equipe da casa atirou 33 bolas de longa distância (acertou oito, 24%). O número parece ainda mais surreal para quem tem o garrafão da seleção brasileira. Por que não trabalhar mais jogadas para Êga e Mamá, que ainda fazem diferença em terreno doméstico? Sinceramente, eu não consigo entender.

Para se ter uma idéia, vamos fazer uma comparação. A NBA teve uma rodada de 11 jogos na sexta-feira e, dos 22 times, apenas quatro passaram dos 22 arremessos de três. A maior marca foi do Orlando, com 30 (13 acertos, 43.3%) - e não custa lembrar que as partidas por lá têm 48 minutos, contra 40 no Brasil.

Americana nos deu, sim, um alento no primeiro quarto, mas estava bom demais para ser verdade. Dali em diante, desceu a ladeira, culminando num terceiro período que beirou o inacreditável - para os dois lados, diga-se. O placar ficou em branco durante os primeiros quatro minutos e meio, e a equipe da técnica Branca só foi pontuar quando faltavam 2:30. Ourinhos venceu a parcial por vergonhosos 9-4.

Em jogo de 47 desperdícios de bola (mais que as 42 assistências), as tetracampeãs venceram por 70-63, abriram 2-0 na série e agora só precisam de mais uma vitória para conquistar o penta. Melhor seria se a bola fosse menos castigada. Que as coisas melhorem na segunda-feira...

8 comentários:

fernando disse...

gostei do seu comentário, o 3° quarto foi triste mesmo entretanto não só americana jogou na linha dos dois pontos como Ourinhos também fes isso no ultimo quarto de jogo, outra coisa talvez nossa equipe não trabalhe tanto a bola utilizando mais as pivos vista do grande tecnico que temos sem experiencia alguma que não sabe aproveitar a ariadna e nem a Karen que poderiam ser mais utilizadas durante a partida

Anônimo disse...

Correto, se ourinhos explorasse melhor as jogadas no garrafão, seria vitórias avassaladoras visto que Americana tem Karina, Carina e Milene, jogadoras essas que são carentes de constância dentro da partida que passam por altos e baixos constantemente, explorando em cima delas é cesta na certa além de algumas vezes "tirar" uma falta ou outra, mas o que acontece com Ourinhos que tem a seleção brasileira em mãos? A resposta é certa, Urubatan, incompetente mexe no time como se tivesse trocando de sapato, de um forma descomunal tem coragem de tirar jogadoras que estão bem na partida para dar ritmo de jogo a todas, em uma final? tem dó, enquanto catanduva utilizava todo potencial da plamira, São Bernardo utilizava todo o tempo a anciâ Cintia Luz, Ourinhos se dá o luxo de colocar a desastrada Tatiana que nao tem visçao alguma de jogo, mesmo sem precisar. Enfim não estou aqui para criticar ninguem, mas o técnico de Ourinhos peca muito na orientação ao time.

Felipe/Campo Grande disse...

Rodrigo...meu caro!!! daí eu me pergunto? Você está sendo realista ou utópico? Digo isso no sentido de que o nível do basquete brasileiro não foge muito de partidas como essa de hoje...tenho acompanhado mais o masculino, é verdade, mas convenhamos que o nível é pífio...esses dias acompanhei um jogo do Pinheiros no masculino e alguns pontos são sofríveis...por exemplo o "filhão" do Claudio Mortari...que só joga com o papai...gordo, fominha...o doninho do time...mandando a pêra dos 3...DESENFREADO!!!
Vc acha que um basquete sério ainda é possível no Brasil? Olha...nunca estive tão desânimado com esporte...abraço!

fael disse...

Se existe uma equipe equlibrada com recusros melhores para contratação de jogadoras da seleção, Ourinhos seria obrigado a ter jogadas, porém, a karina Jacob é a única para enfrentar Ega e Mama, fica dificil tanto é que ele sumiu das finais, cadê a Karina??? A Adriana com toda sua experiêcnia deveria segurar a bola dar calma para as meninas....e a técnica Branca ter uma boa conversa com a Renata uma ala alta para marcar a Micaela, e na aramção a Ana Flavia e a Babi trocarem a bola e chegar nas mãos da Karla Costa e Adriana para matatem, porque senão outro triunfo de Ourinhos,diga-se de passagem não seriam bom pro nosso basquete tão murginho....

Ricardo disse...

Ah, o jogo foi lamentável... Americana foi muito mal, mas confesso que eu esperava muito mais de Ourinhos, por ser praticamente a seleção brasileira! Claro que na hora de descansar as titulares e colocar as reservas para jogar, Americana perde muito... A Karina Jacob também sumiu, ela é essencial se o time quiser ganhar o título.

Agora, o que é a Êga e aquelas reclamações dela? Detesto esse jeitinho dela!

Alfredo disse...

Não costumo acompanhar tanto o basquete feminino, mas ontem assisti a maior parte da partida.

Se por um lado a qualidade técnica é até certo ponto nivelada, a superioridade física do time de Ourinhos salta aos olhos.

Isso torna ainda mais bizarro o fato de Ourinhos não explorar o jogo mais próximo da cesta.

Anônimo disse...

Pior ainda Rodrigo, e ver uma menina como a Danila, pivo enorme, que poderia estar sendo bem mais trabalhada, entrar em quadra e ficar assistindo as companheiras continuarem com o mesmo estilo de jogo.
Qual e o projeto para uma pivo de 2,02? Faze-la correr - coitada - desajeitada de um garrafao ao outro e nao receber bolas?
Triste.
abs
Roby Porto

Henrique disse...

O nível do feminino vai descendo a ladeira.

Mais de 40 desperdicios de posse é algo surreal ...

Uma pena, já tivemos dias melhores.