quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FÓRUM: TURQUIA 95 x 68 ESLOVÊNIA


Está difícil segurar os turcos. Contra a Eslovênia, que venceu o Brasil, os donos da casa nem titubearam e deram uma surra. Já estão nas semifinais e, pelovisto, querem mais. E aí, será?

23 comentários:

Anônimo disse...

Lanço uma provocação
Tô começando a levantar uma tese: Parece que os caras que vão para a NBA desaprendem a jogar. Hoje foi Rudy, que na Espanha era muito mais incisivo e insinuoso. Varejão segue a mesma letra. Sei não. Acho que o basquete bem jogado é o europeu e não o americano.


Hipótese
Na NBA não se trabalha fundamentos, existem jogadores péssimos e limitados a força, algo que no basquete FIBA é dificultado pela dimensão menor da quadra e pelos times melhores postados.

Agora vocês vão me xingar: Scola foi impressionante contra o Brasil, mas não sequer um lance deslumbrante. Todos seus pontos foram advindos de fundamentos básicos do basquete. Giro, pick and roll e arremessos de média distância. Não há qualquer beleza plástica no jogo de Scola, "apenas" uma excelência em fundamentos. Nasceu com isso. Não. Treinou para burro, é o que falta aos nossos jogadores e as categorias de base. Falta treino de fundamento e não aqueles jogos que parecem tiro ao alvo para ver quem acerta mais bola de 3.

Scola é o melhor jogador da FIBA fazendo o básico. Não há passes de costa, feed away, tocos acrobáticos, enterradas mirabolantes, arremessos no bussy batter. Apenas faz o popular arroz com feijão.

Agora podem me criticar a vontade

Gustavo.

Anônimo disse...

Lanço uma provocação
Tô começando a levantar uma tese: Parece que os caras que vão para a NBA desaprendem a jogar. Hoje foi Rudy, que na Espanha era muito mais incisivo e insinuoso. Varejão segue a mesma letra. Sei não. Acho que o basquete bem jogado é o europeu e não o americano.


Hipótese
Na NBA não se trabalha fundamentos, existem jogadores péssimos e limitados a força, algo que no basquete FIBA é dificultado pela dimensão menor da quadra e pelos times melhores postados.

Agora vocês vão me xingar: Scola foi impressionante contra o Brasil, mas não sequer um lance deslumbrante. Todos seus pontos foram advindos de fundamentos básicos do basquete. Giro, pick and roll e arremessos de média distância. Não há qualquer beleza plástica no jogo de Scola, "apenas" uma excelência em fundamentos. Nasceu com isso. Não. Treinou para burro, é o que falta aos nossos jogadores e as categorias de base. Falta treino de fundamento e não aqueles jogos que parecem tiro ao alvo para ver quem acerta mais bola de 3.

Scola é o melhor jogador da FIBA fazendo o básico. Não há passes de costa, feed away, tocos acrobáticos, enterradas mirabolantes, arremessos no bussy batter. Apenas faz o popular arroz com feijão.

Agora podem me criticar a vontade

Gustavo.

Anônimo disse...

Gustavo
Para mim o Pau Gasol é melhor que o Scola.
Tem os fundamentos muito bem desenvolvidos e não desaprendeu a jogar na NBA.
Luiz

Anônimo disse...

Turquia assando a Eslovenia...
Luiz

Anônimo disse...

Humm, sei não entre Scola e Gasol em mundo FIBA. Acho a briga muito, mas muito boa. Porra, que massacre dos turcos, os caras quase não erram. Como o Ilyasova tá jogando. Putz grila. Acho que a Turquia vai pra final com os EUA.

Ficamos em 9, acabou de sair a classificação no site da FIBA.

Gustavo

raul disse...

Turquia destruiu a Eslovênia sem dó nem piedade

Anônimo disse...

Compare o desempenho dos dois quando se enfrentam no mundo Fiba.
Lembro da semi-final de 2006.
Gasol 19 pontos e 14 rebotes (saiu machucado faltando 2 minutos)
Scola-8 pontos.
Luiz

eZ disse...

A diferença da FIBA para a Nba basicamente é a Defesa. A plasticidade da NBA praticamente havia sumido até meados dos anos 90 foi quando começaram a afrouxar as defesas, punindo o handcheck e outras coisas. A principal diferença é a defesa por zona que engole os pivôs e não dão espaços para infiltrações, enterradas, faciais e essas coisas comuns na nba basicamente pela ausência da zona estática e pla predominância da defesa individual, além, é claro do nível atlético dos americanos, que realmente é milhares de vezes maior que no resto do mundo.

E aí está a superioridade física.

O time americano briga pelo ouro em um torneio FIBA, mas não creio que algum time FIBA possa encarar o time americano em um torneio com regras NBA. As diferenças são gigantescas.

E é por isso que muitos jogadores que fazem sucesso na NBA não conseguem repitir na FIBA e o contrário também, que muitas vezes acontece.

Numa defesa alta, atlética, agressiva, com pivôs e PF rápidos e atléticos, o Scola não sobra tantas vezes sozinho para fazer o feijão com arroz dele. Homem a homem, grudado nele, o jogo dele muda e mesmo assim ele não tem feito feio.

A questão não é desaprender, é se adaptar.

Lembro de uma entrevista do Duncan dizendo que jamais jogaria novamente um torneio FIBA pois eles "proibem" os big-man de jogar basquete... Não lembro exatamente a frase nem as palavras extas, mas foi mais ou menos isso...

E estamos falando do maior e mais completo ala de força que já pisou em uma quadra ....


Não bastasse as regras, os caras ainda vem todos estrupiados, com pequenas lesões, cansados e tendo que se adaptar. É muito complicado. O Coach K entendeu isso e hoje usa todo o atleticismo superior americano para fazer a diferença na defesa, pois no ataque, o poder atlético não faz muita diferença.

Anônimo disse...

Boa análise Ez, quebrou minhas pernas, mas fiz a provocação para provocar, claro.

O ez, e agora o nível do NBB, o que dizer? Sobra espaço para atleticismo ou para a falta de técnica.

Gustavo.

Anônimo disse...

Boa análise Ez, quebrou minhas pernas, mas fiz a provocação para provocar, claro.

O ez, e agora o nível do NBB, o que dizer? Sobra espaço para atleticismo ou para a falta de técnica.

Gustavo.

Anônimo disse...

Não esqueçam de uma coisa. Esse negócio de cansaço dos caras da NBA vale até a página 2. A temporada regular acaba em abril e apenas quem vai para as finais joga até junho. Este ano, por exemplo, a liga ACB acabou depois da NBA. Logo, tem jogadores que teve uns 3 meses de férias antes de se apresentar para a seleção. O caso do Nenê é exemplar, pois o Denver foi eliminado na primeira rodada e o mesmo teve 85 dias até a apresentação. Se não é tem;po o suficiente me desculpem....

Pau na preparação física (nesse caso, tísica) da seleção brasileira. Começaram com a limpeza pela comissão. Ótimo. Magnano é excelente nome. Agoram vamos limpar também o setor de preparação física e a parte médica. Será que peguei pesado demais?


Abraços, Gustavo

Anônimo disse...

Gustavo e Ez

Com relaçãõ ao que você falou e discussão proposta pelo Gustavo, acredito seriamente que o Spliter tem tudo para ser um grande sucesso na NBA.

Olha se aprimorar fisicamente ele vai e isso é fato na NBA, além disso, jogando no pick i roll ou no Post up como jogou na Espanha mesmo com trocentos caras a marcá-lo o que na NBA não é permitido ele pode deitar e rolar debaixo do aro.

A questão é outra, o fundamentos que o Spliter não tem , e que sobra em caras como Scola , o arremesso.

Mas veja, o Scola não usa esse artifício na NBA pois é mais usado no jogo de garrafão com as regras que impedem a Blitiz encima do pivo antes do passe.

Se o Scola usasse o arremsso que ele mostrou que tem ontem, já estaria no patamar de um All Star, porém resta saber se os tecnicos poldam ele na NBA, ou se ele ainda não teve essa personalidade como Gasol mostrou ter.

Esse ano Scola deve dar mais um salto na NBA em termos de respeitabilidade mas só o fará se poder arremessar além do jogo lá dentro.

Quanto ao Spliter precisará desenvolver essa habilidade de arremesso e convencer o coach Popovich que e pode abrir para o chute de pequena e média distância.

Se isso não acontecer o Spliter pode correr o risco do que o Gustavo ressaltou ele pode regredir ou não evoluir, semelhante ao que ocorreu com o Varejão, que se acomodou, não evoluiu ou não discutiu com o técnico a possibilidade de uso de arremesso.

Deixo isso em aberto por não saber efetivamente o que rolava na cabeça do coach Brown, para mim ele se limitava a aproveitar o óbvio, no caso do Vareja a defesa, e acabou reduzindo as possibilidades que ele tinha como desenvolver quando chegou lá).

Enfim não creio que seja uma discussão esvaziada essa proposta pelo Gustavo é de se pensar se o padrão da NBA representa 100% melhora da qualidade do jogador, poderiamos citar vários casos.

Mesmo no Brasil como o Leandrinho, que não tinha muitos fundamentos na base que teve no Brasil e quando a coisa aperta não tem como fingir que sabe algo que não desenvlveu, fica díficl para ele e nem a NBA não consegue corrigir tudo.

Creio que a NBA seja fantástica e um dos melhores lugares para evoluãodo basquete e estou na expectativa de ver o Spliter evoluir e mostrar o que pode lá.

Porém acho que o PARADIGMA da NBA está se quebrando, não basta chegar lá ou só estar lá é preciso mais, que inclui PERSONALIDADE para exigir espaço para mostrar a sua potencialidade.

Infelizmente o tempo do Leandrinho e do Varejão fazerem isso parece ter passado ao contrário do Scola e do Gasol.

Não estou dizendo e nem comparando LB e Varejão com eses dois, nem mesmo com Spliter, só me refiro a potencialidades e isso não ha como negar que LB e Varejão também tinham quando chegaram lá, ok?

POr isso confio no Spliter, mas ele deve demonstrar naõ só qualidade, mas a personalidade que Scola e Gasol mostraram para cavar o seu espaço, senão há riscos sim.

abraços

Sandro

Anônimo disse...

Perfeita análise Sandro. Agora o ponto que o Gustavo levantou sobre a preparação também é importante. O Nenê esteve nas mãos da Confederação o tempo todo e nunca jogou, isso é fato.

eZ disse...

Gustavo, só uma coisa. Um time que não vai aos playoffs da NBA joga 82 vezes.

Anônimo disse...

Correto Ez, mas o Caja Laboral, com ACB, Euroleague, Copa do Rey e Copa da Espanha jogou 87 vezes na temporada. Ou seja, os europeus de elite também não jogam pouco.

Gustavo

eZ disse...

Bem, sendo assim quem quebrou minhas pernas agora foi você, gustavo :)

Está todo mundo quebrado ... hahaha

Rodrigo Alves disse...

Caro José Américo, você reclamou na caixinha que foi censurado no seu comentário. Não sei exatamente o que aconteceu (você escreveu e o texto não apareceu?). Mas te garanto não houve censura alguma – nunca há censura aqui, nem moderação, todos os comentários vão para o ar automaticamente. Se não aconteceu, foi por algum problema técnico que eu desconheço, algo que aconteceu na hora em que você publicou. Então peço para que você coloque de novo sua opinião aqui, ela é muito bem-vinda. Abração.

Anônimo disse...

UMA PERGUNTA AQUELA BOLA DO LEANDRINHO NO FINAL NÃO FOI FALTA DO SCOLA?

Jonh disse...

1 real a quem conseguir disser 1 único comentário de Neto que tenha auxiliado o Ruben Magnano!!!! Turista de camarote hein?

Diego disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

A Turquia joga bem por que, com 3 jogadores na NBA, Ilyasova, turkogo e okur memeht. Precisa falar mais alguma coisa. Os Estados unidos ganham de qualquer um timinho da FIBA. Seleções amadoras que nem recebem o "bicho" como no futebol. A FIBA quer seleçõess como o brasil forte por causa do grande mercado consumidor, assim como a NBA que coloca Brasileiros e chineses para vender transmissões e seus produtos , é tudo um comercio. Pra mim Nene , varejão e leandrinho estão lá so para atrair a atenção do Brasil, não tem Nivel de NBA.

Anônimo disse...

Há muitas coisas interessantes nessa discussão proposta pelo Gustavo. A impressão que eu tenho, vai no caminho que o Sandro colocou. Acho que a NBA explora ao extremo as qualidades que o jogador já tem, mas duvido um pouco de sua capacidade de trabalhar aquilo que o jogador não tem. Exemplo: Leandrinho. No seu auge no Suns, se destacou pela velocidade e pela capacidade de penetração nos contra ataques. Tudo bem que matava uma ou outra bola de fora, mas o que o fez se destacar foi a velocidade, e o time explorou isso dele ao máximo. O time não exigia dele o raciocínio, a decisão, a armação de jogadas, as assistências. Para isso havia jogadores muito mais capazes (só nós é que ficamos aqui exigindo dele aquilo que ele não é capaz de fazer com excelência). Varejão: a mesma coisa. O Cavaliers exige dele a capacidade e a energia defensiva, os rebotes. Isso poucos fazem como ele. Ninguém exige o seu arremesso de média ou curta distância. Não há como fazer dele um jogador completo. Isso é pra quem já vem com essa característica. Por isso, não creio que o Splitter vá desenvolver muito o arremesso de curta e média distância, pois não vejo muito essa característica no seu jogo. Ele vai ter é que ganhar força para encarar os homens grandes debaixo do aro, e desenvolver a rapidez que tem ali, para um cara de sua altura. O Scola é um jogador muitíssimo mais completo que o Thiago, e acho que joga melhor no mundo FIBA porque tem uma habilidade decisiva para jogar contra zona: o senso de colocação. Ele sempre está bem colocado, procura sempre o espaço vazio antes de ter a bola. Os jogadores da NBA não desenvolveram essa sensibilidade pra jogar contra zona, porque na marcação individual esse espaço praticamente não existe, ele tem que ser criado, ou com a habilidade individual, ou com a velocidade, ou com a força física. E o forte do Scola não é nenhuma das 3 coisas. Por isso, na minha opinião, ele não brilha tanto na NBA quanto na FIBA, e quando enfrenta a marcação por zona do mundial ele passeia e dá show como agora.
Muito interessante essa discussão. Obrigado por ela.

Sergio

Anônimo disse...

Há muitas coisas interessantes nessa discussão proposta pelo Gustavo. A impressão que eu tenho, vai no caminho que o Sandro colocou. Acho que a NBA explora ao extremo as qualidades que o jogador já tem, mas duvido um pouco de sua capacidade de trabalhar aquilo que o jogador não tem. Exemplo: Leandrinho. No seu auge no Suns, se destacou pela velocidade e pela capacidade de penetração nos contra ataques. Tudo bem que matava uma ou outra bola de fora, mas o que o fez se destacar foi a velocidade, e o time explorou isso dele ao máximo. O time não exigia dele o raciocínio, a decisão, a armação de jogadas, as assistências. Para isso havia jogadores muito mais capazes (só nós é que ficamos aqui exigindo dele aquilo que ele não é capaz de fazer com excelência). Varejão: a mesma coisa. O Cavaliers exige dele a capacidade e a energia defensiva, os rebotes. Isso poucos fazem como ele. Ninguém exige o seu arremesso de média ou curta distância. Não há como fazer dele um jogador completo. Isso é pra quem já vem com essa característica. Por isso, não creio que o Splitter vá desenvolver muito o arremesso de curta e média distância, pois não vejo muito essa característica no seu jogo. Ele vai ter é que ganhar força para encarar os homens grandes debaixo do aro, e desenvolver a rapidez que tem ali, para um cara de sua altura. O Scola é um jogador muitíssimo mais completo que o Thiago, e acho que joga melhor no mundo FIBA porque tem uma habilidade decisiva para jogar contra zona: o senso de colocação. Ele sempre está bem colocado, procura sempre o espaço vazio antes de ter a bola. Os jogadores da NBA não desenvolveram essa sensibilidade pra jogar contra zona, porque na marcação individual esse espaço praticamente não existe, ele tem que ser criado, ou com a habilidade individual, ou com a velocidade, ou com a força física. E o forte do Scola não é nenhuma das 3 coisas. Por isso, na minha opinião, ele não brilha tanto na NBA quanto na FIBA, e quando enfrenta a marcação por zona do mundial ele passeia e dá show como agora.
Muito interessante essa discussão. Obrigado por ela.

Sergio