sábado, 25 de setembro de 2010

DAQUI EM DIANTE, HAJA SUPERAÇÃO




"Bassul sai ou fica? Iziane volta? Érika finalmente vai defender a seleção? Helen e Alessandra estarão na República Tcheca? E as mais novas, terão uma chance de verdade para ganhar terreno?" Coloquei essas cinco perguntas aqui no blog quando a seleção feminina conquistou a Copa América de 2009. A vitória sobre a Argentina na final em Cuiabá coroou uma campanha marcada pela superação depois dos tropeços que começaram ainda na fase de preparação. Um ano depois, claro, as perguntas já foram respondidas. Mas permanece uma dúvida: a seleção de hoje é capaz de repetir aquela?

É bom que consiga, se não quisermos voltar da República Tcheca com um triste vexame na bagagem. O que a equipe de Carlos Colinas apresentou até agora diante de dois adversários fraquíssimos foi lamentável: uma derrota para a Coreia e uma vitória suada contra a patética seleção de Mali, que na véspera tinha sido surrada sem nenhuma piedade pela Espanha.

Opa, olha a Espanha aí, é a nossa rival deste sábado, às 13h, com a veterana Valdemoro (foto à esquerda) em forma e a ala-pivô Sancho Lyttle (à direita, companheira de Érika e Iziane no Atlanta Dream) voando baixo: contra a Coreia, que nos bateu, ela meteu 28 pontos e pegou 15 rebotes. Com a nossa classificação já garantida, o jogo de hoje vale o tamanho da gordura que carregaremos para a segunda fase. Se perdermos esta partida, teremos uma missão dificílima no caminho que leva às quartas de final do campeonato.

O time da Copa América era menos talentoso que o de hoje (não tinha Érika e Iziane, por exemplo), e mesmo assim conseguiu corrigir seus erros, principalmente na defesa, até conquistar o título. No Mundial, óbvio, o buraco é mais embaixo e os adversários são bem mais difíceis, especialmente a partir da segunda fase. Haja superação...

3 comentários:

Anônimo disse...

Sinceramente, nem sei o que esperar dessa partida hj. Com o técnico de mirim que temos, não dá para arriscar nada.No primeiro jogo chorei de tristeza por ver o basquete do meu país daquele jeito.No jogo contra Mali, tive uma dor de cabeça terrível de tanta raiva desse amador que colocaram como técnico da nossa seleção, e hj só espero não ter um infarto.Perdi o encanto que tinha pelo basquete feminino brasiliero, e olha que acompanho a modalidade desde 71, presenciei o inicio e agora estou presenciando o fim.Digno de pena, o trabalho da Hortência na CBB.Sem mais.

jdinis disse...

"o time da Copa América era menos talentoso", mas era um TIME!

Não vi o jogo contra Mali mas contra a Coréia o Brasil foi abaixo da crítica. O espanhol é muito ruim comandando o time na beira da quadra e parece que seus treinamentos também não são bons (o resultado na quadra indica isso).

Também não sei qual o "efeito Iziane" nessa equipe. Estarão as jogadoras felizes e motivadas com a volta da "superstar"?

Luiz disse...

GENTE, EU PREVI ISSO ANTERIORMENTE.
NOSSO PROBLEMA NO FEMININO NUNCA FOI A FALTA DE BONS TÉCNICOS. ISSO NÃO PODERIA ACONTECER. O NOSSO ESTILO DE JOGO QUASE NADA TEM A VER COM A EUROPA. É QUASE COMO SE QUISESSEM FAZER OS AMERICANOS JOGAREM COMO A SLOVENIA. HÁ MUITAS IMPLICAÇOES DESDE O NOSSO PERFIL RACIAL HIBRIDO ATÉ ASPECTOS ANTROPOLOGICOS. O BASQUETE DA EUROPA É CONHECIDO COMO "CINTURA DURA". ELES JOGAM EM PÉ. NÓS ESTAMOS MAIS PROXIMOS DO BASQUETE AMERICANO. SERIA DEMAIS QUERER QUE HORTENCIA E COMPANHIA CONSIDERASSEM ESSES FATORES. MAS, INFELIZMENTE,HUMILHAM NOSSOS ESTUDIOSOS TÉCNICOS E COLOCAM O TÉCNICO ESPANHOL EM "SAIA JUSTA".
AS, AGORA, É BRASIL. VAMOS ESPERAR QUE NOSSAS JOGADORAS METAM BOLAS. E TB QUE NOSSA FAMOSA TRANSIÇAO SAIA. SENÃO IREMOS "DESCER MAIS DE MIL E OITOCENTAS COLINAS" TOCANDO CASTANHÓLAS.