terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O DESABAFO




No jogo 1 da decisão do Nacional, Catanduva arrancou a vitória por 68-56 em Ourinhos e abriu 1-0 na série. Ao microfone do SporTV, o técnico vencedor, em vez de explicar ou festejar o triunfo, preferiu fazer um desabafo contra Hortência, que alega não ter opções internas para dirigir a seleção feminina e usa este argumento para negociar com dois treinadores europeus (o vídeo com o desabafo inteiro está ali no post abaixo).

Antes de mais nada, Edson Ferreto tem todo direito de se sentir
chateado ou ofendido. É claro que ninguém gosta de ser criticado
publicamente, ainda mais alguém que milita no basquete há tanto
tempo – no feminino, essa militância ganha contornos heroicos,
já que a modalidade vem sendo sucateada pela CBB há décadas.

Hortência também pisa na bola (vide a novela Iziane) e pode ter sido deselegante com os treinadores. Mas, infelizmente, está cheia de razão. Comparando com o basquete que se joga em alto nível internacional, a carga tática interna do feminino no Brasil é absolutamente sofrível. Não só por culpa dos técnicos e das atletas (as menos culpadas), mas sim dos dirigentes, que através dos anos ignoram a capacitação, o intercâmbio e outras coisas óbvias.

Um exemplo do baixíssimo nível interno, vejam só, foi justamente
o jogo 1 da final, que terminou um minuto antes do desabafo de
Ferreto. As duas melhores equipes do país protagonizaram um
show de horrores em quadra, com inúmeras precipitações, erros
infantis o tempo todo e organização tática muito próxima do zero.

Quando Bethânia deixou a quadra com o joelho lesionado, Ourinhos desmoronou. Seja com a reserva Angela ou com a improvisada Karen na armação, o que se viu foi uma chuva de tiros de três (6/23) e um aproveitamento pífio nos de dois (29%). Catanduva também exagerou nos chutes de longe (5/19) e cometeu incríveis 26 desperdícios, mas ganhou porque teve o mérito de explorar um pouco mais o jogo de garrafão, especialmente com Gilmara (19 pontos, 12 rebotes) e até com Êga, que entrou bem e acertou seus cinco arremessos.

Críticas machucam qualquer um, e o desabafo de Edson Ferreto
após a partida é legítimo. Mas é bastante curioso que ele tenha
rebatido a crítica justamente após um jogo que a confirma.

23 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto agente percebe uma certa evolução no nível técnico praticado no masculino, seja no NBB ou na seleção, o basquete feminino vai ladeira abaixo. Ridículo. Só quem tem visto esse nacional feminino sabe disso. E boa parte da culpa disso é sim dos nossos treinadores. Temos que ser imediadistas nesse momento. Não dá pra esperar a formação de um treinador brasileiro, até que esse seja capaz de dirigir a seleção. No momento a melhor opção é um técnico estrangeiro.
Felipe

eZ disse...

Ver um time brasileiro puxando um contra ataque é uma das coisas mais horrendas que existem!

e esses caras ainda querem se vangloriar e dizer q são bons.

o cara pega uma pessoa que é analfabeta, ensina a falar 3 palavras e a tabuada do 2 e do 3 e depois quer colher os louros como se fosse professor universitário, phd. "olha, mas as outras só sabem a tabuada de 2, meu time já está na do 3" hahahaha

O nível é tão ridículo que mesmo ver o jogo do melhor time, assistir uma final, é sofrível.
As pivôs não têm nenhum senso de colocação, movimentação de pernas. O jogo de corta luz é horrivel. A bola girando é nojenta, é tudo ruim. é rodar a bola e mandar pombo sem asa. contra-ataques desesperados que terminam mais em to do q em cesta.

E o técnico ainda fica bravo pq alguém fala q precisa de um técnico estrangeiro.

O bassul, que eu achava q seria uma excessão, só fez besteira, não só na parte tática qto nas rotações bizarras durante os jogos.

é impressionante a falta de capacidade.

e ainda reclamam. Lamentável

eZ disse...

alguém consegue puxar a 'capivara' do EDSON FERRETO e postar aqui o currículum dele ?

o que ele faz,formação, faculdade, outras atividades, cidade. Alguém consegue ou sabe ?

Curiosidade apenas.

Anônimo disse...

Sem querer ser "advogado do diabo" concordo com a maioria sas colocações dos colegas acima, mas discordo da questão da formação faculdade etc., no caso do Edson Ferreto. como colocou o eZ.
São na maioria onstinados que continaum a trabalhar no nada que o esporte oferece de infraestrutura. como sempre resavloua Paula, se o masculino vai mal, o feminino sempre ficou com relegado ao segunof plano de atenção.


Talvez o problema seja mais de atualização tática, só que nesse ponto como o Rodrigo bem ressaltou na draga que estava basquete feminino como fazer cursos, etc, se quase vc não tem nem emprego?

Esses tecnicos como o Ferreto e outros, mais do que no masculino, dependem da própria iniciativa para tudo , praticamente, poucos conseguem trabalho , pois temos nem uma dezenas de time no Brasil (talvez até meia dúzia);

Eu só faço esa reslava n caso do feminino, os caras são guerreiros.

Mas no todo concordo que nao dá por causa disso para se conformar e estabelecer técnicos sem atualização técnica e tática qeu os campeoanatos esvaziados do Brasil comprovam.

Com o tempo espero que a CBB olhe com mais carinho para o feminino pois assim como no futebol as meninas tem obtido melhores figuras principalmente em Olimpíadas.

A Hortencia lá querendo ou não, acertando sempre ou naço, já é alguma coisa.

Abraços

Sandro

bigmanrj disse...

Infelizmente, é mais fácil e cômodo ir contra as mudanças na mentalidade do basquete brasileiro, mantendo assim este ranço antigo da mesmice e da "preguiça física e econômica" a se atualizarem buscando intercâmbio e o ganho de tempo lendo, assistindo tapes de jogos europeus e buscando adquirir a inteligência tática que falta ao Sr. Edson Ferreto e 99% dos técnicos brasileiros.
Espero que uma nova safra de técnicos competentes se estabeleçam aos o ciclo 2016, tirando o emprego destes ultrapassados e recalcados que deixaram a comodidade dos seus salários e verão basquete através dos ginásios ou televisão, lamentando a oportunidade desperdiçada ou a economia burra que praticaram.

Abs a todos!

Anônimo disse...

eZ...
Você deve ser mais um daqueles "academicozinhos" de educação fisica bombadinhos, de camiseta regata e mochilinha nas costas e que estuda em Faculdade particular. Você acha que alguem vai ser bom técnico somente por meios academicos? Fala isso pro Bernardinho...pergunta se ele é formado em Educação Fisica...Com a faculdade teremos somente uma bússola nas mãos, para depois sim aprendermos a nos virar.
E nos aspectos táticos...onde vc viu no Brasil alguma especialização em Basquetebol??
Leigo

eZ disse...

sandro, quando perguntei à respeito da formação, não foi para denegrir o técnico, questionar ou coisa assim. É apenas uma curiosidade que eu tenho.

concordo com tudo que você disse.

E também não digo que seja culpa dele o fato de não poder viver só do basquete e não acho que isso esteja errado. Mas ao questionar a contratação de um técnico estrangeiro, bem como comparar o nível, aí fica um pouco demais. como eu disse, os técnicos aqui tem um perfil amador. São caras q dão aula em faculdade, acompanham os times nos jogos, e tem trocentas outras atribuições, sendo que ainda existem os caras da panelinha que também vivem de cargos, agrados, política e de instituições de ensino de qualidade duvidosa, bem como com outras empresas. A questão não são as atribuições em si, mas o fato de o basquete ter bastante desses amadores. E creio que isso é um ciclo vicioso pois muitos desses caras tẽm filhos atletas que são ajudados, ou recebem outros tipos de benefícios. é a panela que eu digo, os donos do basquete. Imagina se sai um muleque recém formado com uma monografia sobre variações táticas no basquete ou exercícios de aprimoramento como seu trabalho de conclusão de curso. você acha que ele conseguirá um lugar ao sol ? Sem ser da panela ?

Nada! Esses caras acham que são donos do basquete brasileiro. Experimenta fazer um programa sobre o basquete brasileiro, aquelas coisas históricas que aparecem e não convidar o oscar. Imagina o xilique que ele deve dar em casa..... é uma fogueira de vaidades gigantesca!

eZ disse...

Cara, sou engenheiro da computação, barrigudo e minha carreira vai muito bem obrigado!

hahahaha

quando falei com relação a faculdade, não foi questionar os conhecimentos nem a formação. foi exatamente para saber as atribuições do técnico. Tipo, de onde veio a formação dele que o levou ao basquete ? Não acho que o cara deva ser todo acadêmico. Aliás, não sei o perfil dos técnicos. Pelo que conheço como entusiasta do esporte, bem como ex-atleta mediano, é que em todo lugar existem as panelas.

E cara, comparar os técnicos de basquete com o bernadinho, nossa. As 2 coisas não podem estar nem na mesma frase. O bernadinho respira o volei 24 por dia, é um perfeccionista, que treina à exaustão, inovou o modo como o volei é jogado em todo o mundo. Cara, são mundos completamente diferentes.

Anônimo disse...

Ez...até entendo seu ponto de vista...E no outro comentário em que vc cita os caras que trabalham com o basquete em cargos politicos e tal...pode ter certeza...se estes técnicos não estiverem nesses cargos, os outros que assumirem (se assumirem) serão bem piores!
Leigo

Anônimo disse...

Lógico que cada um tem sua opinião. Mas não desmereço os comentários do Edson contra a Hortência. Ela chegou agora e ninguém sabe ainda como vai ser o trabalho dela. Vamos ver se ela realmente vai resgatar o nosso basquete feminino. A muito pouco tempo ela mesmo criou uma liga de basquete feminina(NLB)que durou não mais do que 03 anos. Torço muito para que ela de um jeito nessa palhaçada que é a CBB e resgate nosso basquete nacional. Ela poderia ter feito esse comentario de uma outro forma não desmerecendo o trabalho dos tecnicos. A CBB sim tem a responsabilidade de cuidar de profissionalismo de seus tecnicos, dirigentes e por ai vai. Cursos, intercâmbios, capacitações etc... Isso é necessário para a modalidade e as pessoas que as envolvem. Se o jogo de ontém foi um horror, isso comprova também que nada mais é do que o primeiro jogo da final de um campeonato mal organizado sem apoio de quase ninguém e sem pessoas que são tão ultrapassadas quanto nossos tecnicos e jogadoras. Na minha opinião minha querida hortência não é só nossos tecnicos que não tem condições de assumir uma seleção. A CBB em si não tem moral nenhuma para fazer nada. Ou a Hortencia coloca ordem na casa ou o fim está próximo. Isso se ela não encontrar ninguém la dentro para puchar o tapete dela.

Anônimo disse...

Ela cobra que os técnicos sejam estudiosos e está escanteando da Seleção o mais estudioso por causa de uma atleta indisciplinada!!

Anônimo disse...

O Basquetebol brasileiro está no fundo do poço. Ñ é possível que sendo campeão mundial em 94 o basquete feminino estaja num estágio tão ruim. Ai vemos uma "atleta" como a Iziane fazendo uma barbaridade terrivel daquelas (Ñ merece comentario). A culpa são dos técnicos. Pois quando foi campeão com o Migeul Ângelo da Luz, na época era bem novo a CBB colocou em seu lugar um técnico ultrapassado, ai a seleção voltou a não mais a ganhar títulos. Que os técnicos novos possam reclicar e melhorar o desempenho do basquete, seja feminino ou masculino.

eZ disse...

Só uma coisa. De maneira nenhuma estou elogiando o trabalho da hortẽncia ou dizendo que ela é um oásis de competência dentro da CBB. Muito pelo contrário, ela sai falando asneira por aí, passou por cima do bassul e foi lá implorar p a iziane voltar e agora sai falando mal dos técnicos toda hora q tem oportunidade. O que eu falei aqui é que o técnico faz mimimi dizendo q são competentes e que não precisam de cara estrangeiro aqui. Isso é ridículo. Agora se ela quer realmente causar uma revolução, que demita todo mundo e recomece do zero. Batalhe para conseguir verba e organizar campeonatos melhores, talvez até com times amadores. Dá uma base para esse povo jogar. Pq não contratar 4 técnicos de ponta e dar uma equipe amadora de meninas mirins para cada um deles, ou um estado, ou sei lá ? para o negócio ser sustentável ?
pq não o campeão de cada campeonato ganhar uma bolsa-clínica e ir treinar 1 mês com algum time de ponta de algum lugar do mundo ?

pq não fazer algum acordo com algum time estrangeiro de intercâmbio ?

Tem muita coisa a ser feita e vai muito além da seleção brasileira. E esses caras q tão aí tem todo o direito de reclamar a meneira q a coisa têm sido feita, mas não tem direito de reclamar de falta de oportunidade, pedir privilégios ou dizer q são bons. Está provado que não são e já tiveram sua oportunidade.

sumam! ;)

Anônimo disse...

Bem Ez no geral concordo com vc dessa especializaçãoi cursos etrc, sempre falei aqui também.
Só entendo que não devemos tratar isso como caça as bruxas, caras como Ferreto, fizeram muito pelo nosso esporte, sem ter qualquer estrutura, participaram diretamente da formaçãode gente como a prórpia Hortencia e a Paula.
e nunca esteve na panelinha da CBB, como outros como Barbosa, Hélio Rubens e hoje o Lula e etc., Mas a crítica ao trabalho dele e dos técnicos do Brasil é pertinente sim.

Só quero lembrar ou questionar:

Quem participou da formaçao da Iziane e todos os atletas que estão aí?

As vezes formar um atleta não é só lhe dar qualidade dentro de quadra, a Iziane infelizmente é só um retrato do que pode se feito após a era Paula Hortência e Janete.

Infelizmente é preciso admitir que hoje é ela tem qualidade técnica para fazer a diferença dentro de quadra;

Na minha opinião ela ainda é muito jovem para ser defenestada do basquete da seleção do Brasil.

A atitude da Hortencia não tem que ser simpática, como dirigente ela tem que tentar ter o melhor qur temos hoje , infelizmente , a Iziane faz parte disso.

O caso da Iziane foi só uma ponta do iceberg no que se refere ao processo de formação de atletas no nosso basquete que não foi capaz de produzir nada melhor depois daquela estupenda geração.

E não digo que não havia material humano para fazer melhor, creio que todos concordam que era e ainda é impossível formar melhores jogadores sem reformas estruturais e trazer pessoas como a Hortencia é apenas mais um dos passos para isso.

Melhor assim aos poucos pior seria se a Hortencia entrasse lá e começasse a fazer política para agradar a torcida , inclusive eu, depois caso não de certo ninguém pode culpá-la por não tentar tudo.

Na minha opinião se já há muito tempo nossas jovens atletas tivessem convivido com Hortencia Paula, etc, teriam mais possibilidades de agir diferente.

Só volto a lembrar quanto Iziane na sua formaçao como atleta o mal já estava feito, ela não é uma coitadinha ,mas é só reflexo de tudo que administrou nosso esporte nesses anos dentro e fora das quadras.

Por isso acho muito simplório manter um discurso único irredutível de condenação a ela, para mim ela só serve para desenvolver uma crítica sadia a todos que estão no meio do esporte.

abraços

Sandro

eZ disse...

Sandrão, perfeito. Mas só uma coisa. A Iziane acha que é muito melhor do que ela é. Ela não é capaz de carregar um time nas costas. Não sei, às vezes acho que ela se inspira no Marbury, mas cara, num tem 1/10 da técnica dele. Já vi muitos jogos dela, forçando bola, terminando o jogo 1/10 de fora e o time perdendo de pouco. Já vi ela forçar bolas e mandar air balls sendo dobrada. Já a vi ferrando com o fluxo de um contra-ataque e errando o chute, bem como arreganhando lá atrás a defesa. Ela não é essa jogadora toda. Além disso, ela é um câncer cara. Ela tem o dom de fazer o time todo jogar pior quando ela está em quadra.

Defina o que é ser "uma jogadora muito técnica", pq não vejo isso nela. Quantos jogos de alto nível ela explodiu e carregou o jogo nas costas ? Quando ela tomou boas decisões no final e foi responsável pela vitória ?

Não estou dizendo nesse campeonato de nível extremamente baixo que é aqui. E lembro que ela teve alta pontuação no time dela lá nos EUA, atuando no garbage time e sempre nas derrotas.

Posso estar falando merda, e me corrijam se eu estiver errado, pq realmente nunca fiz questão de acompanhar a carreira dessa moça. Sempre foi uma mala sem alça que se acha muito mais do que é. Teve um jogo aí, que não me lembro qual no mundial que tava pau a pau. O bassul parou o jogo, desenhou uma jogada, ela foi lá e queimou a bola. Não deu nem aro. O brasil perdeu. E aí ? Que técnica é essa que dizem q ela tem ?

Em terra de cego, quem tem um olho é rei.

O fato dela ser a melhor "dessa geração", não quer dizer que ela seja boa jogadora.

Ricardo disse...

Sei que o jogo que antecedeu a crítica do Ferreto não foi dos melhores, mas a culpa também não é só dele. Falta qualidade nas jogadoras, algumas estão fora de forma, outras não sabem a mecânica do arremesso, etc. Não colocaria as atletas como as menos culpadas, elas são consequência do sistema que está paralizado na busca de novos talentos.

O que acho que fica desse desabafo é o seguinte: a Hortência está tão desesperada para colocar a Iziane, que foi atrás de um técnico internacional qualquer no comando da seleção, não necessariamente melhor que os brasileiros. Vem dos EUA, Austrália ou Rússia? Esses países sim são referência no basquete feminino. A Rússia na última competição estava com a ex-técnica da Austrália como assistente. A China fez o mesmo, o australiano Tom Maher comandou a equipe nas Olimpíadas. Agora o que um italiano/francês vem fazer aqui? Eu prefiro um brasileiro. Aliás, o Bassul seria o ideal, pois ele está bem antenado no que acontece no basquete mundial. Eu acho que a falta da Érika nas competições que ele comandou foi imensa. Isso foi a gota d'água nos resultados, porque em muitos aspectos ele foi bem.

Outra observação é que acho errado afirmar que se joga em tão alto nível internacional. Você assistiu o último Eurobasket feminino? Jogos fraquíssimos.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
THR disse...

Ricardo fez um belo comentário.

Concordo com ele, pra trazer um frances ou italiano, prefiro o Ferreto ou Bassul.

O problema não é de tecnico somente.

Ontem o Regis Marreli tava ensinando pros caras de SJC como fazerem balanço defensivo no meio do jogo 1 da final do paulista.

Os caras nao tem base e tem melhor estrutura pra aprender, imagina as meninas que sempre ficam à sombra.

As meninas, várias delas ,tem deficiencias cronicas da base. Adulto nao é escolinha ...

Anônimo disse...

Então EZ o debate foi bom mesmo

Que fique bem claro que não quero endeusar a Iziane ou isentá-lodos erros , só sou contra a crucifixações eternas, pior para mim foi o Nezinho fez com seu quase padrinho de Ribeirão Preto (Lula), mas no caso dele ele não faz falta nenhuma (ou faz???).

Como disse a Iziane não uma super jogadora, mas infelizmente hoje ela tem um nível que pode fazer a diferença no Brasil sim (como opção ofensiva principalmente - que temos poucas).

Acompanhei os jogos da WNBA esse ano e ela esteve bem na maioria deles foi quase sempre uma das melhores dentro do seu estilo é claro(não que a WNBA seja aquela coisa mas...)

No Europeu as últimas informações(fonte UOl) é que ela é destaque lá.

Mas tambem vale mencionar o que disse o THR no coment acima, o nivel internacioanl não tem sido dos melhroes em muitos paises e a Érika também pode ser um diferencial.

A questão é que nossa realidade ainda é pior que a internacional, por isso qualquer esforço para melhorar é válido, lógico tudo com muita consciência e sem bajulações eternas.
No momento a atitude da Hortencia tem que ser essa no futuro quem sabe tenha que mudar, vamos aguardar, pois não se resolve tudo de uma hora para outra.

Abraços

Sandro

Anônimo disse...

Caros colegas,

Penso que cada um tem sua "razão", porém:
- temos técnico campeão do mundo: Miguel Angelo, temos técnicos brilhantes: Maria Helena, Lais Elena, Vendramini, o proprio Ferreto, Borracha, Macau, Mila Rondon, dentre outros.
- para asistir final de campeonato (americano ou europeu), não é preciso viajar; basta assistir pela tv, ou a CBB conseguir vídeos.
O mesmo tempo que um técnico estrangeiro terá para se adaptar e se atualizar com o basquete e jogadoras do brasil, pode ser utilizado pela CBB para dar apoio a um técnico (ou mais) brasileiro para ele viajar e se atualizar fora do brasil. E não assistindo finais!!! Fazendo cursos, conversando com outros profissionais, enfim...fazendo um intercânbio. Então a CBB promove cursos para que este treinador passe seu conhecomento a outros técnicos no Brasil.
- Penso que a CBB poderia trazer algum dirigente estrangeiro, pois é uma vergonha o modo como os campeonatos são organizados! Na base não há ainda uma estrutura de apoio a clubes formadores; nas seleções de base, deixam meninas de 15 anos isoladas por 40 dias, (sendo que no primeiro semestre já haviam feito um primeiro período de treinamento),com uma equipe masculina no mesmo local e depois tem que cortar 5 atletas por mau comportamento!!! Sem contar nas aulas perdidas!! Mas a técnica apoia e diz que o principal é o basquete...e a educação!!! Tivemos resultado...sim , mas a que custo? Estamos criando novas Izianes!
- no adulto: Sabe quando tivemos a tabela do campeonato? Duas semanas antes de iniciar. Mas a CBB diz que já tinha tudo programado???? E como podemos arrumar patrocinadores e investidores (que são pouquíssimos) se não sabemos quando inicia o campeonato, quais equipes, jogos na tv, quantidade de palcas de arena, e bola do jogo (que foi comunicada 3 dias antes)!!!! Falando em TV...que papelão da SportTV...o primeiro jogo foi VT, um outro jogo começou a transmitir com atraso por que ainda não havia acabado um jogo de volei (lembrando que há 2 canais).
O Campeonato Nacional foi uma maratona...jogos muitos próximos, viagens de ônibus intermináveis e um play off relânpago!!! As atletas merecem respeito.
- Em 2009 disseram para ter paciência, que era um ano de transição e que eles estavam preparando um super campeonato para 2010....bem, já estamos em 2010 e o que temos? A novela Iziane, a procura de um técnico estrangeiro!!! e a Hortência assistindo jogo de basquete masculino!!!!
- A CBB fez um curso que coincidiu com um jogo do Campeonato Nacional!!! Como eu poderia participar? Será que eles não viram isto? E reclamam que os técnicos não fazer cursos!!!

O que falta é conversar mais com quem está "trabalhando e fazendo" o basquete. Se reunir com técnicos e dirigentes e ouvir sugestões e crítidas, valorizar as informações,e atender a real carência de nosso esporte.

Grata.

Anônimo disse...

Cara colega (Branca, quem sabe, ou outra técnica acredito)

Os pontos que vc tocou realmente tem que ser aperfeiçoados
Apenas retratam algo que já se sabe há muito tempo: o feminino fica sempre a segundo plano;

Realmente um campeonato organizado é o minimo que se pode cobrar.

Como já mencionei outro dia o contrato de transmissão não atende a necessidade de um esporte moderno profissional que depende cad vez mais e mais de marketing apra atrair investimento.
Como fazer isso sem a devida exposição?

Creio que se não houvesse ciúmes ou briga de egos seria possível ouvir criticamente as opiniões de todos e caminhar para frente.

Ainda acredito na Hortencia como um passo favorável ao feminino, mas vamos dar mais algum tempo pra ver o que acontece.
Porém sem apoio de cima ela não vai conseguir ir muito longe e se ela não for com o nome e prestígio que tem, temo que fique pior ainda para as meninas.

PS. perfeito sua colocação sobre formar novas Izianes, tratam e praparam mal desde jovens depois querem um atleta, cidadão e que saiba se comportar aí fica difícil.
- Ah sim, enquento isso o Vôlei já está de volta a tv aberta (Bandeirantes), ou seja eles não esperam a crise derrubá-los de vez.

abraços e parabéns

Sandro

ALDO SC disse...

Amigo Rodrigo,
Envio o mesmo que enviei ao Bert.
Vejo a polemica criada pelas declarações da Hortência.
Bom, ela disse que assim que se desligou do basquete, foi ser dirigente!
Por que ela não foi à frente destas equipes?
Quem é ela para assinar um projeto de treinamento para a base no Brasil?
Qual é sua capacitação para tal conhecimento?
Será que ela não percebe que a diferença é enorme entre o FEMININO e o MASCULINO ?
O maior problema no feminino não é treinador e sim A estrutura das entidades mantenedoras.
Será que ela não sabe que não há reconhecimento do basquete feminino em nenhuma esfera de comando (CLUBES, FEDERAÇÕES E COMFEDERAÇÃO)?
Por favor, sei que tem que haver modificações, mas vamos devagar com andor que o santo é de barro.
Ela diz que está preparando a Janeth para o futuro, e a coloca na sel. Brasileira de base, aquela base tão importante para o nosso basquete, não seria bom ela começar de auxiliar desta mesma, não no comando da mesma e ao lado do Paulinho, para ajudá-lo com as “MENINAS”?
A Laís e o Ferreto são sim excelentes nomes para o basquete; assim como o Guilherme Vos, no Rio que vem fazendo um grande trabalho! Pois ela os acha velhos, sim pode ter muito tempo de basquete e por isso poderia ajudar a ela a “CRIAR” uma técnica!
Rodrigo, tenho visto e lido vários comentários, mas a Hortência, não é “PARAMETRO”, para nenhum dirigente, pois só faz ou fez algo pelo basquete em troca de muito mais muito dinheiro, isso não seria nade de mais, se ela não falasse que treinadores deveriam por a mão no bolso paras custear seus cursos, aprendizado.
Ela pagou algo nesta viagem?

Marcia disse...

Não sei o quanto vocês conhecem o Ferreto, ou sua história. Joguei basquete, comecei no final da década de 70, e o Ferreto era na época, técnico de Catanduva. O trabalho que ele fazia na época era estupendo. Os times dele estavam anos-luz à frente dos outros. Há mais de 30 anos ele trabalha e batalha pelo basquete feminino, seriamente. Se ele tem limitações, ele e outros, a culpa é da CBB e de seus administradores, que nunca investiram nesses técnicos. Se, sem nenhum incentivo, nem qualquer condição, eles insistem em segurar o basquete feminino, imegina o que não fariam se a CBB investisse neles, promovesse intercâmbio, estudo, clínicas no exterior. Ele e os outros abnegados fariam chover. Então, de acomodado ou preguiçoso ele não tem nada. Os acomodados já pararam faz tempo, não estão no cenário, desistiram de lutar. A Hortência deveria reconhecer isso (jogou com e contra o Ferreto) e propiciar desenvlvimento para os técnicos brasileiros. Poderia ser mais gentil e falar algo como: "Como por culpa das administrações anteriores, nossos treinadores parecem estar desatualizados, vamos trazer um técnico estrangeiro para a seleção agora, e ao mesmo tempo vamos começar a investir nos nossos técnicos para que, em pouco tempo, eles possam assumir esse cargo com propriedade, porque capacidade e vontade eles têm." E não falar que eles deviam viajar e buscar essa formação por conta própria. Hortência, vc tem ideia de quanto ganha um técnico de feminino no Brasil? Qual garantia de emprego ele tem para a próxima temporada? Então, como exigir que ELES invistam neles próprios? Como? Ora, traga um técnico estrangeiro, sim, mas invista no nosso pessoal.
Concordo também que quando tiraram o Miguel e botaram o Barbosa, retrocederam 200 anos. Tinham algo moderno, que vinha ganhando, e colocaram o cara que ficou quase duas décadas na seleção com Paula e Hortência e conseguiu não ganhar nada. Pelo amor de Deus!!!