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Como vocês já devem ter visto no noticiário, o americano Tony Harris, desaparecido desde o dia 4, foi encontrado morto num matagal da cidade de Formosa, em Goiás. A tragédia aconteceu no domingo, aniversário de 37 anos do atleta. As
matérias da internet dizem que ele tinha um fio de eletricidade enrolado no pescoço. No
Fantástico, falaram que era o cadarço do próprio tênis. Não se sabe ao certo se foi suicídio ou assassinato.
Campeão brasileiro pelo Uberlândia em 2004 e contratado agora para reforçar o Universo após a saída de Alex, Harris vinha sendo ameaçado de morte nas últimas semanas. Tanto que sumiu do mapa e, num contato com a esposa, disse que, "se não voltasse para casa agora, não voltaria mais". Infelizmente, dito e feito.

Nos
jornais de Seattle (onde
o jogador brilhou no basquete universitário, por Washington State), a mulher de Tony, grávida de oito meses, explicou que os pedidos de ajuda às autoridades brasileiras foram em vão: "É de cortar o coração. Meu marido deu a vida pelo Brasil, foi campeão lá, e é assim que eles retribuem?", indagou, antes de saber da morte. Caberá agora, pelo menos, apurar direito o que houve - não só a polícia, mas também
a imprensa local. Algumas versões que circulam "em off" até ajudam a explicar (e não justificar) as ameaças, mas seria irresponsável divulgar qualquer coisa sem a devida confirmação. Melhor aguardar.
Por enquanto, o que dá para dizer (a respeito da bola que o leitor Rodolfo levantou na última caixinha de comentários) é que o ocorrido não tem nada a ver com a crise do basquete. É um fato policial. A crise é culpada, sim, pelo fato de a modalidade
só ganhar espaço na grande mídia em momentos trágicos.