
O site da ESPN levou ao ar na quarta-feira uma reportagem em vídeo sobre o garoto Marquise Walker, de 8 anos, o fenômeno mirim do basquete americano (ainda não viu? então veja aqui).

A expressão tem ficado meio batida, não acha? Outro dia, aqui mesmo no Rebote, discutimos sobre a menina Jaime Nared, que sonha em jogar com os marmanjos na NBA. No ano passado, durante os Jogos Pan-Americanos, o garoto Felipe Macedo, de apenas 3 anos, virou tema de uma matéria do Marcelo Russio, no Globoesporte.com, pela habilidade que tinha com a bola.
Em todos esses casos, os pais corujas aparecem dando um empurrãozinho. É até natural querer que o filho encontre os holofotes. Mas o episódio do pequeno Walker extrapola os limites do razoável. O menino realmente faz bonito com a bola, mas foi vítima (sim, vítima) de uma exagerada campanha de marketing, bolada pelo pai e por um treinador. A estratégia era espalhar vídeos do garoto no YouTube, de preferência em rápidas aparições ao lado de celebridades do esporte.A bola de neve foi crescendo, Walker chegou aos programas de TV, virou atração em intervalos de jogos e encampou o título de "melhor jogador do jardim de infância". O resultado de tanta exposição é uma frase assustadora, quando o repórter da ESPN lhe faz uma pergunta sobre o motivo de querer jogar na NBA.
"Eu só quero entrar num time e ganhar dinheiro. É isso que importa", diz o garoto com um sorriso inocente no rosto.
Oito anos. Um fenômeno.
No MySpace: Com um pai desses, o que vai ser da cabeça do moleque? Clique, escute e comente.
2 comentários:
Ah, obrigado pelo link, mas nem vou abrir. Sou indiferente a esses pestinhas... Um fenômeno só se confirma qdo o seu auge acontece no momento em que já é um profissional adulto. Ficar alimentando a esperança com alguém que pode virar um fracassado é perda de tempo.
concordo com o que falas no MySpace: se ele for bom, vai se ver no futuro.
Acho que o pai dele deve ser primo do pai das irmãs Willians - ou alguém acha que o pai delas fez coisa diferente?
É como o caso das candidatas a miss infantil ou o raio a quatro: coitadinha da cabeça do menino.
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