terça-feira, 25 de novembro de 2008

SAIR OU NÃO SAIR, EIS A QUESTÃO




Para a sorridente Clarissa, a temporada 2008 termina nesta quarta-feira, às 20h, quando a Mangueira encerra sua jornada no Nacional recebendo o Sport na Vila Olímpica. Pelo terceiro ano seguido, a pivô se tornou um dos destaques individuais do campeonato. E a pergunta volta à tona: será que, desta vez, ela deixa o Rio de Janeiro? Aqui neste canto, sinto muito em dizer: tomara que sim.

Potencial, Clarissa já mostrou que tem - e muito. Garantiu, com sobras, o título de maior reboteira nos três últimos Nacionais, sempre tendo duplo-duplo de média. Em 2006, no Fluminense, foi a terceira cestinha e a segunda em eficiência (com 16.7 nas duas estatísticas). No ano passado, ainda pelo Flu, sofreu uma grave lesão no tornozelo e jogou menos, mas terminou como líder em eficiência (24.6) e segunda cestinha (22.3). Agora, na Mangueira, é a terceira melhor do país na pontuação (16.7) e na eficiência (19.1). Nos dois últimos jogos, deu show fora de casa com 31 pontos + 16 rebotes (em Floripa) e 32 + 11 (em São Bernardo).

A atleta de 20 anos e 1,87m, no entanto, ainda não conseguiu sequer bater na porta da seleção adulta. Julga-se que seja baixa para jogar de pivô e sem habilidade suficiente para atuar na lateral. O primeiro problema não dá para corrigir, mas o segundo dá. Talvez não no Rio. Talvez não se ela demorar muito a sair.

Clarissa está bem de técnico e tem na Mangueira um apoio anos-luz à frente do que tinha no Fluminense, mas isso não basta. Seu talento precisa ser desenvolvido numa estrutura melhor e, principalmente, num lugar que a permita disputar torneios mais competitivos ao longo do ano. Talvez a Europa pareça um exagero neste momento, mas o interior de São Paulo pode ser a solução.

Seria ruim para a Mangueira, que investiu na atleta; seria triste para o Rio, que perderia sua maior jogadora e afundaria ainda mais; seria difícil para a própria Clarissa, meio avessa à idéia de jogar em outro estado. Mas não dá para negar o óbvio: a dona do melhor sorriso do basquete carioca já ficou grande demais para a cidade onde nasceu.

11 comentários:

Guto Sousa disse...

Apesar da pouca altura, Clarissa joga bem de costas pra cesta e encara naturalmente as pivôs rivais mais altas. Mesmo indo pra S. Paulo, ela ainda ficaria como pivô, senão o tempo todo, mas em vários minutos das partidas. Eu acho que o ideal pra ela agora fosse mesmo ir pra Itália ou Espanha, uma vez que lá, em geral, as pivôs tem mais de 1,95, o que forçaria Clarissa a "aprender" a jogar com uma companheira mais alta ao mesmo tempo no garrafão.
Além disso, lá tb. tem competição o tempo inteiro, pois além dos campeonatos nacionais, há as copas nacionais e os campeonatos europeus.

Anônimo disse...

1.87 eh baixa pra jogar de 4? e a capacidade fisica dela, nao compensa?

Anônimo disse...

Vcs podem olhar os numeros de Francielle em Espanha....

Guto Sousa disse...

Anônimo, tb. pensei na Francielle quando escrevi que espenha seria uma boa...

Anônimo disse...

pensar na franciele pra falar da clarissa é de uma leviandade colossal, basta ver os números das mesmas no mundial em que estiveram juntas!

a franciele está em um time de ponta, e em seu primeiro ano por lá. ganhando experiência e tempo de quadra aos poucos. duas "concorrentes" já saíram do time, e seu espaço deve crescer ainda mais.

cornetar por cornetar é mole. talvez ser marido de jogadora ajude nessa cornetagem, não sei, mas analisar é bem mais difícil.

a clarissa ainda é um projeto que precisa ser trabalhado para sabermos se teremos resultado com ela. a franciele, apesar de ter saído cedo demais, já é.

abs, reinaldo.

jdinis disse...

Creio que a Clarissa é mais jovem que a Franciele e, no Mundial, apesar dos números da Fran serem superiores (em pontos - estatística disponível no site da CBB) não sei se os minutos em quadra da Clarissa foram significativos para qualquer comparação.

Agora, desprezar os números da Clarissa em nacionais é inimaginável. Não é possível que algum diferencial essa garota não tenha.

Abs.

Guto Sousa disse...

Reinaldo, não comparei em nehum momento as duas. Apenas disse que quando citei Espanha lembrei-me da Fran. Mas "literalmente" sem comparação entra as duas.

Abraços.
Gustavo

Anônimo disse...

A seguinte frase sempre é dita: "A Clarissa é baixa pra pivô se pensarmos em nível de Seleção adulta."

Acho uma frase sem fundamentos, ela jogou neste Nacional as pivôs que foram pra última olímpiada e não se intimidou, além de estar na frente das mesmas na maioria das estatísticas, porque então ela não mereceria uma chance??? Charles Barkley também era baixo... não querendo comparar mas apenas lembrando outro exemplo....mais vale colocação, disposição e inteligência do que tamanho...um abraço

Anônimo disse...

Eu espero que a Clarissa consiga um contrato internacional... Assim ela pode evolui bastante.

Anônimo disse...

Vcs nao sabem o que falam...
A clarissa foi boicotada no mundial exatamente pra nao tirar o lugar da fran, não que a fran nao seja uma boa jogadora pq ela é, mas querer comparar a clarissa com ela não tem como...A clarissa é muito melhor, só ainda nao teve a sorte da fran de pegar uma seleção adulta e que tenha um técnico bom pq o taralo é um bosta paneleiro...

Anônimo disse...

Se a Clarissa tem mesmo 1,87m, ela não pode ser considerada baixa para a posição 4, comparando-a com as últimas atletas que defenderam a seleção brasileira nessa posição ou mesmo às mais cotadas para assumir a vaga,ela tem a mesma altura ou até mais:

Leila Sobral: 1,87m
Ega: 1,85m

Franciele: 1,87m
Karina Jacob: 1,87m