>>> "Estou disposta a voltar. [...] Ele falou muita coisa. Não teria clima para trabalhar com uma pessoa assim"
IZIANE, em entrevista à Folha de S.Paulo na última quarta-feira, afirmando que não voltaria à seleção com Paulo Bassul no comando.
>>> "A partir de agora, o basquete feminino sempre terá as suas melhores jogadoras na quadra. Isso significa que ela será convocada. [...] Num primeiro momento, ela se mostrou disposta a cooperar para o bem do basquete"
HORTÊNCIA, neste sábado, bancando a volta de Iziane no mesmo momento em que confirmou a permanência de Bassul na seleção.
>>> "Ela é uma grande jogadora e será convocada. Resta ver se está disposta se enquadrar no projeto. [...] Ninguém aqui questiona a qualidade da Iziane. Ela só precisa mostrar outra postura"
PAULO BASSUL, na mesma reunião de sábado, admitindo a convocação da ala apesar da crise no Pré-Olímpico mundial.


Em primeiro lugar, Hortência evitou a bola fora que seria demitir Bassul para trazer de volta uma jogadora rebelde. Agora, se ela decidiu bancar
a permanência do treinador, deveria caber a ele - apenas a ele - a decisão de convocar ou não a atleta. Se a escolha realmente foi de Bassul, ok. Só que as três frases acima não batem. Como será daqui em diante?
Sou contra a convocação de Iziane, pelo menos até que ela tome a iniciativa de pedir desculpas e dizer que mudou, em vez de soltar frases do tipo "ele ou eu" como fez na semana passada. Se Hortência quer unir os dois na seleção, que pelo menos promova uma conversa séria e definitiva, a três, para sepultar qualquer divergência. Caso contrário, há o risco de ver de novo as cenas tristes que vimos no fatídico jogo contra a Bielorrússia.